Saudades

"Fico feliz que você diga isso, porque sempre sinto que sou anormal por não conseguir seguir em frente. As pessoas têm um caso, ou até relacionamentos, terminam e esquecem tudo. Mudam como trocam de marca de cereal. Sinto que não esqueço as pessoas com as quais estive porque cada uma tem qualidades específicas. Não dá para substituir ninguém.

O que foi perdido está perdido. Cada relacionamento que termina me magoa. Nunca me recupero. Por isso, tenho cuidado quando me envolvo com alguém, porque dói demais.

Tenho obsessão com pequenas coisas. Talvez eu seja louca, mas, quando eu era menina, eu ficava vendo as castanhas caírem das árvores e rolarem na calçada ou as formigas atravessarem a rua ou a sombra de uma folha num tronco de árvore. Coisas pequenas. Acho que com gente é igual. Vejo pequenos detalhes específicos de cada coisa que me comovem e sinto saudades deles depois.

Não se pode substituir ninguém porque todo mundo é uma soma de pequenos e belos detalhes. Lembro que a sua barba tem fios avermelhados e que o sol os fez brilhar naquela manhã, um pouco antes de você partir.

Lembrei disso, e senti saudades"

[Antes do Pôr-do-Sol]


Preciso fazer uma versão minha desse texto, com os detalhes das minhas próprias experiências... A saudade me domina demais, demais, demais, nossa! Vivo muito de passado, mas sei que não tenho que voltar a ser, preciso seguir em frente.

Ontem resgatei uns cadernos antigos, mas não muito... da época em que eu fiquei mal de verdade. Nunca tive coragem de reler nada que escrevi ou desenhei lá, por conta do que sentia, achei que pudesse me fazer mal. O fato é que me impressionei com meus escritos e artes, um processo criativo lindo, embora pesado e caótico. Difícil de decifrar até mesmo por mim. Mas foi gratificante ler o que desejava e saber que estou conseguindo seguir...

1 comentários:

Alcione Santana disse...

Retribuindo a visitinha,
estou te seguindo

bjs